Cultura de Sustentabilidade

Há mais de 15 anos trabalhando para construção de uma nova consciência e cultura, a Cultura de Sustentabilidade

A Sustentabilidade existe?

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Aproximadamente 17.600.000 resultados. Isto é o que aparece quando digitamos a palavra sustentabilidade no Google.  O fascínio pela palavra é tão grande, que corre-se o risco de banalização de seu uso nos discursos e pautas. Tudo é sustentável ou contém atributos de.

A sustentabilidade virou sonho de consumo da humanidade e já criou pelo menos dois distintos segmentos de mercado: o Legítimo e o Pirata. E entre ambos, muitas organizações bem intencionadas que não conseguem passar das tímidas ações.

Legítimo quando interage sem receios com a massa critica da sustentabilidade pois comprova-se a excelência nas práticas adotadas (Benchmarking), e Pirata, quando há divergência entre discurso e prática, ou ainda quando, supervaloriza suas ações.

Também definiu tipos distintos de consumidores: os céticos (os que pagam para ver e juram nunca terem visto) e os ambientalistas (dos moderados aos puristas que tentam provar a supremacia de suas visões). Também entre ambos, um monte de gente (a maioria)  em cima do muro esperando o que vai acontecer para tomar partido.

A  grande massa ainda não entendeu muito bem as implicações do que seja a sustentabilidade na prática, mas já definiu que a quer. Resta saber se estará disposta a pagar seu preço,  e mais, se a colocará em prática quando descobrir que  a sustentabilidade é uma via de mão de dupla e com muitas interconexões. Onde as escolhas individuais afetam o todo e o inverso é verdadeiro.

 

Sustentabilidade, Mito ou Realidade? 

Para responder esta questão, temos que começar substituindo o “ou” pelo “e” da pergunta.

A sustentabilidade é “Mito” quando vista sob o prisma literal da palavra. Nada é totalmente eterno da mesma forma. Tudo sofre transformações contínuas.  Nada é totalmente sustentável, pois a atividade humana gera impactos.  E “Realidade” quando conseguimos isolar ações pontuais que comprovam equilíbrio (social, ambiental e econômico) da relação homem – meio. Importante destacar que este “equilíbrio” não é imutável, pelo contrário, é dinâmico. E, justamente o contínuo esforço para conservá-lo, é sustentabilidade.

Outro ponto importante é a vocação natural da palavra para polêmicas e duplas interpretações.

A sustentabilidade entendida pelo fundamento do “Trippon Botton Line”, equilíbrio entre os pilares: social, ambiental e econômico,  pode ser um ótimo ou péssimo negócio. Depende da visão e posicionamento de cada um. Poderá ser entendida como oportunidade de mercado, ou apenas, conformidade legal a ser cumprida. Como investimento ou despesa.

E, é esta visão que fará toda a diferença no resultado final. Depende de uma escala de valores e de conhecimentos avançados sobre (ou interesse para). Depende da cultura de sustentabilidade do mercado e dos colaboradores.  Condição que não se constrói da noite para o dia, certamente.

Portanto, a sustentabilidade é um objetivo a ser perseguido diariamente, e quanto mais nos aproximamos dela, menos insustentáveis seremos.  Simples na conclusão, porém complexo na operação.

(*) Os princípios e diretrizes da sustentabilidade determinam uma escala de valores que norteiam escolhas e fundamentam políticas e ações de pessoas, empresas e países.

Marilena Lino de Almeida Lavorato é especialista em Gestão da Sustentabilidade, Organizadora do Benchmarking Brasil, Diretora da Mais Projetos e Presidente do Instituto MAIS

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